12 de março de 2010

A biblioteca itinerante há de começar!
Uma semana aqui no Capão e a sensação que é o momento para fazer nascer o projeto, os tempos são maduros para começar.
Depois ter chegado aqui procurei contato com as pessoas que, aqui na comunidade, tem um papel importante, sobretudo na educação. Contatei a associação dos educadores, dos pais e dos agricultores eles se demostraram muito interessado neste projeto.
A pequena comunidade do Capão esta se trasformando muito rapidamente, com o turismo a situação economica de muitas pessoas (sobretudos aquelas que moram no centro) esta melhorando muito mais as pessoas que moram nas comunidades mais afastadas continuam vivendo situações dificil. As crianças destas comunidades moram muito longe da escola e tem que fazer muitos km para estudar. No centro tem bem dois escolas mais nas comunidades pertos nem uma.
Um intervenção cultural é muito importante para coscientize mexer na tradiçao oral mais tambem naquela escritas. Contar e ler a historias para ver a reação da comunidade.
A primeira historia que a nossa pesquisadora vai contar é uma historia de inicio seculo que o seu avo contou para ela quando estava pequena. O Avo Matteo contou que um primo dele, uma pessoa muito boa, de coraçao lindo, estava morando numa grande cidade, Torino, onde estava trabalhando na FIAT, um lindo dia decidiu de ir embora, de ir morar na montanha afastado de tudo ele estava cansado, não conseguia mais de morar na cidade, todas aquelas luzes, aqueles barulhos, os carros, o lixo...
Escolheu de ir viver num lugar lindissimo na montanha, onde tinha muitos rios, muitas cachoeiras, a natureza era poderosa ali viviam muitas poucas pessoas, quase ninguem. Estas pessoas viviam de agricultura e respeitando a natureza e os proprios vizinhos. Ele gostou muitissimo deste lugar e decidiu de ficar. Construiu a sua linda casa... no primeiro periodo ele estava muito feliz, satisfeito do silencio, da tranquilidade, cada dia ele ia tomar banho no rio e ficava observando os passeros, as arvores. A noite ficava olhando as estralas e aquele céu tão bonito. Mas um dia ele começou desejar mais conforto ja não gostava mais de ir até o rio para tomar banho e então decidiu de chamar o idraulico para botar agua dentro de casa e a luz tambem porque assim a noite ele pudia ficar acordato até mais tarde. O idraulico e o eletricista que foram na sua casa ficaram maravilhado daquele lugar era assim lindo, assim tranquilo e eles tambem decidiram de construir uma casa ali! Depois um pouco de tempo o idraulico quis comprar uma telivasão, ele não gostava dos seus vizinho então preferia olhar a televisão para não falar com eles. Ali chegou o vendedor de televisão que tambem gostou muitissimo do lugar e decidiu de ficar..aos poucos muitas pessoas chegaram para morar neste lindissimo lugar. Aos pocous esta pequena comunidade começou a ficar grande, muitas arvores foram abbattuti, os rios ficar mais sujos, as motos e os carros começaram a aparecer, quelle bellissime strade di terra vennerro asfaltate, i rumori si fecero sempre piu forti, le luci della cittadina ormai impedivano al cielo di brillare e giorno dopo giorno l immondizia era sempre piu.
O primo de meu avo nao conseguia de acreditar de tantas trasformaçoes....
e ali as pessoas do barrio teriam que continuar a historia. Por a caso a situação da historia rapresenta muito bem o que esta acontecendo aqui, então utilizando a metodologia do teatro do oprimido vamos ver se esta historia vai meixer alguma coisa no coração das pessoas.

A segunda historia é um poema de Thiago de Mello “Cançao para os fonemas da Alegria”

Peço licença para algumas coisas.
Primeiramente para desfraldar
este canto de amor publicamente.

Sucede que só sei dizer amor
quando reparto o ramo azul de estrelas
que em meu peito floresce de menino

Peço licença para soletrar,
no alfabeto do sol pernambucano,
a palavra ti-jo-lo, por exemplo

e poder ver que dentro dela vivem
paredes, aconchegos e janelas
e descobrir que todos os fonemas

são magicos sinais que vão se abrindo
costelação de girassóis gerando
em circulos de amor que de repente
estalam como flor no chão da casa.

As vezes nem há casa: é só o chão.
Mas sobre o chão quem reina agora é um homem
diferente. Que acaba de nascer:

porque unindo pedaços de palavras
aos poucos vai unindo argila e orvalho,
tristeza e pão, cambão e beija-flor,

e acaba por unir a própria vida
no seu peito partida e repartida
quando afinal descobre num clarão

que o mundo é seu também, que o seu trabalho
não é a pena que paga por ser homen,
mas um modo de amar- e de ajudar

o mundo a ser melhor. Peço licença
para avisar que, ao gosto de Jesus,
este homen renascido é um homen novo:

ele atravessa os campos espalhando
a boa-nova e chama os companheiros
a pelejar no limpo, fronte a fronte

contra o bicho de quatrocentos anos,
mas cujo fel espesso não resiste
a quarenta horas de total ternura.

Peço licença para terminar
soletrando a canção da rebaldia
que existe nos fonemas da alegria:

canção de amor geral que eu vi crescer
nos olhos de homen que aprendeu a ler.





Como esta historia é complexa, acho que é importante trata-la quando um grupo de pessoas partecipam na biblioteca seja ja um pouco definido acho que amanha vou contar a historia “do amor e da folia” vou pedir ajuda às crianças para animar um pouco a história:
a historia é assim:
La Follia decise di invitare i suoi amici a prendere un caffè da lei. Dopo il caffè, la Follia propose: 'Si gioca a nascondino?'. 'Nascondino? Che cos'è?' - domandò la Curiosità. 'Nascondino è un gioco. Io conto fino a cento e voi vi nascondete. Quando avrò terminato di contare, cercherò e il primo che troverò sarà il prossimo a contare'. Accettarono tutti ad eccezione della Paura e della Pigrizia. '1,2,3. - la Follia cominciò a contare. La Fretta si nascose per prima, dove le capitò. La Timidezza, timida come sempre, si nascose in un gruppo d'alberi. La Gioia corse in mezzo al giardino. La Tristezza cominciò a piangere, perché non trovava un angolo adatto per nascondersi. L' Invidia si unì al Trionfo e si nascose accanto a lui dietro un sasso. La Follia continuava a contare mentre i suoi amici si nascondevano. La Disperazione era disperata vedendo che la Follia era gia a novantanove. 'CENTO! - gridò la Follia - Comincerò a cercare.' La prima ad essere trovata fu la Curiosità, poiché non aveva potuto impedirsi di uscire per vedere chi sarebbe stato il primo ad essere scoperto. Guardando da una parte, la Follia vide il Dubbio sopra un recinto che non sapeva da quale lato si sarebbe meglio nascosto. E così di seguito scoprì la Gioia, la Tristezza, la Timidezza. Quando tutti erano riuniti, la Curiosità domandò: 'Dov'è l'Amore?'. Nessuno l'aveva visto. La Follia cominciò a cercarlo. Cercò in cima ad una montagna, nei fiumi sotto le rocce. Ma non trovò l'Amore. Cercando da tutte le parti, la Follia vide un rosaio, prese un pezzo di legno e cominciò cercare tra i rami, allorché ad un tratto sentì un grido. Era l'Amore, che gridava perché una spina gli aveva forato un occhio. La Follia non sapeva che cosa fare. Si scusò, implorò l'Amore per avere il suo perdono e arrivò fino a promettergli di seguirlo per sempre. L'Amore accettò le scuse. Oggi, l' Amore è cieco e la Follia lo accompagna sempre.

A segunda historia vai ficar a mesma.
Vou aproveitar desta primeira intervenção para envolver as pessoas e perguntar se elas estão interessada neste projeto. Vou peguntar tambem o que elas acham da formação escolar e se tem sugestões para amelhora-la.

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